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NOV | 2009
Uma magrela dorme ao meu lado
Postado por admin às 11:19 am
Na África do Sul, alguns hotéis da região do Parque Nacional Kruger oferecem safáris de bicicletas aos seus hóspedes. Na Europa, muitos hotéis estão oferecendo bicicletas aos hóspedes e a iniciativa tem sido um sucesso. Procurei no Brasil e não encontrei alguma ação do gênero, mas tenho certeza que seria um sucesso, principalmente em regiões ecoturísticas. Fica a dica para os empresários do ramo! Certamente terá ótima repercussão na mídia.
O cicloturismo está, de fato, cada vez mais popular. E a cicloviagem é uma das formas em que se manifesta esse potencial. Colhi depoimentos de ciclistas que fizeram essas viagens e ficaram hospedados em hotéis. Eles contam como foram recebidos – com sorrisos e olhares curiosos.
O título deste post está relacionado ao relato do ciclista Francisco Pellegrini que, para ficar mais tranquilo, levou sua bicicleta para dentro do quarto:
“Eu já fiquei no hotel Íbis de Indaiatuba. Assim que cheguei deixei a bicicleta do lado de fora da porta de entrada e me dirigi ao balcão, fui bem atendido por um rapaz e uma garota que lá estavam e me perguntaram se eu estava de carro. Falei que estava viajando de bicicleta e que teria que guardá-la num local seguro, pois era meu veiculo. A garota, então, afirmou que eu poderia guardá-la na garagem, mas questionei a segurança, já que minha bagagem estava amarrada nela (alforje).
Eu disse que, se não tivesse problema, eu levaria comigo para o quarto. Eles se olharam com olhar de interrogação e perguntaram se não seria incômodo tê-la no quarto. Respondi que – pelo contrário – ficaria até mais tranqüilo e mais seguro para todos. Eles deram umas risadas e, além de permitirem, me ofereceram um apartamento no térreo, o que evitaria de ter que pegar elevador com a bicicleta.
Na manhã seguinte, plena segunda-feira às 7h, na sala de café tinha um monte de gente engravatada e mulheres elegantes. Eu estava lá de “uniforme” de ciclista chamando a atenção. Na hora de ir embora, enquanto todos saiam de carro ou de ônibus fretado, tirei minha bike de dentro do quarto e senti alguns olhares de curiosidade – e talvez até um pouquinho de dor-de-cotovelo também.”

Outro ciclista, André Pasqualini diz que, para ele, já é comum entrar com seu veículo no quarto do hotel. “Como geralmente nas viagens carrego alforges lotados, entro com tudo no apê. Assim nem preciso desmontar a bagagem.” Abaixo, ele contou sobre duas experiências no mesmo hotel em Registro, o Projeto Cicloaitiara, quando levou uma classe com 23 alunos para uma cicloviagem de 10 dias.
“Em 2007, quando eu e meu grupo fizemos a primeira vez o trajeto do Litoral Sul de São Paulo, ficamos hospedados no Regis Hotel em Registro. Fomos muito bem recebidos, arrumaram lugar para nossas bikes, bom café da manhã, tudo bem bacana.
A coincidência é que quando fui procurado pelo pessoal da Escola Aitiara, para ajudá-los nessa viagem, um dos alunos era filho do dono do Regis Hotel, cujo pessoal lembrava da minha viagem de dois anos atrás. O bacana é que o dono do hotel recebeu a turma toda a um preço bem bacana (R$ 15,00 por cabeça, com café da manhã) e fez a viagem inteira com a galera, até Paranaguá.”

























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