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Aqui você acompanha os melhores momentos da cerimônia de abertura do evento.
O turismo em Marrocos tem uma participação de mais de 10% no PIB do país. Há 10 anos, era cerca de 6% – o que significa um aumento significativo em pouco tempo. O mercado hoteleiro, por exemplo, cresceu 12% nos últimos cinco anos. É o que contou o CEO da H Partners, Fouad Chraibi – que finalizou o Conotel 2009 com chave de ouro.
É claro que os ativos do país como o magnífico deserto, as montanhas, a arquitetura tradicional e o clima diversificado atraem os turistas, mas o mérito desse aumento nos últimos anos é da postura de investimentos a longo prazo que governo e iniciativa privada assumiram.
Em 2001, foi assinado um acordo entre governo e setor empresarial de uma estratégia nacional em que o turismo seria prioridade econômica no país. As metas: 160 mil novos leitos até 2010, totalizando 230 mil; seis novos resorts no mar; consolidação dos destinos já existentes; e, finalmente, a chegada do turismo a 20% do PIB nacional no próximo ano. E boa parte disso já está em fase de finalização.
Um outro mercado de extremo crescimento em Marrocos é o de Grande Luxo. Os requisitos necessários são: localização excepcional, ambiente que proporcione experiências únicas, serviços completos, produtos exclusivos, extrema hospitalidade e uma marca bastante forte. Todos esses atributos são encontrados nos palácios de Marrocos, que têm no máximo 20 acomodações cada.
O CEO faz previsões baseadas nos investimentos: se em 2000 Marrocos só tinha um hotel de Grande Luxo, espera-se que o país tenha 18 hoteis nesse setor até 2013.
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Na última sessão do Conotel 2009, também foi fechado um acordo cafeeiro. A certificação garante que se mantenha o fornecimento de café de alta qualidade para o setor hoteleiro.
No cenário otimista do Conotel 2009, Juliana Bastos Lohman e João Silvério (Sebrae) palestraram e chegaram à conclusão de que a crise não deve afetar o turismo no Brasil. Segundo Silvério, a expectativa é de que cada brasileiro faça mais de 4 viagens neste ano. A maioria dos serviços, reservas e pacotes será comprada pela internet.
Ele explica que o micro-empreendedor colabora com o turismo oferecendo pequenos serviços que agregam valor à viagem. Mais de 50% dos gastos de quem viaja pelo Brasil é com transporte, desde rodoviário a táxis, entre outros. 20% das despesas do turista são com pequenos negócios na área de alimentação – “como uma barraca de água de coco verde”, citou o palestrante.
Juliana aprofundou o tema com explicações sobre o sistema do governo de Empreendedor Individual, que visa diminuir o índice de pessoas que trabalham na informalidade. A inscrição no programa é gratuita e as taxas são mínimas, mas para participar é necessário ter rendimento menor que 36 mil reais por ano em atividade própria não-intelectual, sem sociedade. Consultórios médicos, por exemplo, não fazem parte desse público. Acesse o Portal do Empreendedor e descubra outras informações.
Além da vantagem de estar regularizado, o programa oferece subsídios, capacitação e um Portal Integrador Estadual aos empreendedores participantes. O acesso a créditos também é mais fácil do que o crédito tradicional. “O desafio é fazer entender que é um contexto menos burocratizado, que busca tirar milhares de pessoas da informalidade”, conta Juliana.
O programa foi inaugurado em 24 de julho e, em tão pouco tempo, mais de 4700 pedidos foram contabilizados. Outros serviços oferecidos são a orientação e planejamento na hora de fazer a gestão do negócio. “Buscamos o equilíbrio, por isso a importância de uma boa gestão financeira, em que se observa o fluxo de caixa ao longo do tempo”, diz Silvério. E tudo isso a custo zero.
Inovação, Empresa Individual e Acesso a Micro Crédito
Convidados: Juliana Bastos Lohman, Édson Ferman e João Silvério (Sebrae)
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Ainda hoje a partir das 11h30, Rogério Fasano (Hotel Fasano) e Fouad Chraibi (H Partners) farão uma mesa-redonda sobre “Turismo de Luxo: Potencializando destinos”. Em seguida acontece a cerimômia de encerramento do Conotel 2009.
Não existe destino ruim. É dessa premissa que parte o psicólogo e co-autor do livro “Marketing de Lugares”, David Gertner. Para ele, o desafio é agregar valor ao local – e isso deve ser feito com estratégias de marketing e muita criatividade.
O assunto “Marketing de destinos: criando demandas poara a hotelaria” foi discutido na última palestra do segundo dia do Conotel 2009. Além de Gertner, também participou do evento um dos mentores do plano de Marketing da Copa do Mundo da Alemanha, Mike De Vries, do projeto Land Of Ideas.
Gertner acredita que, com o crescente valor das marcas e a “morte” das distâncias, a tendência é que cada vez mais as pessoas busquem destinos renomados em algum mercado, não importando onde. “Quando se pensa em ecoturismo, automaticamente se pensa em Costa Rica. Existem outros destinos de ecoturismo, mas isso acontece por uma série de ações de marketing que ligaram o país ao tema”, explicou.
Segundo ele, é necessário investir no Brasil como marca. “O objetivo é associar o nome e a marca do local com ideias, emoções e experiências que transmitam ao público a imagem que se deseja ter do país”.
O Ph.D observa que esses investimentos podem levar 20 anos para trazerem retorno. Mas isso não é um problema. “Hoje em dia, os produtos estão se tornando obsoletos cada vez mais rapidamente. A marca, porém, é o que uma empresa não descarta nunca. A marca é seu patrimônio”, explica Gertner.
Mikes De Vries acrescentou muito ao tema, contando sua experiência com o pensamento de marketing desenvolvido para a Copa do Mundo da Alemanha. “Um evento como esses é o melhor tipo de catalizador para fixar a marca à alguma imagem”, comenta.
Ele explica que o momento atual é ideal para começar a desenvolver a campanha de marketing da Copa de 2014, com mais de 4 anos para trabalhar o tema. “Nós começamos apenas em 2005 para 2006, com menos tempo de antecedência, mas se tivéssemos começado antes, tenho certeza que o resultado seria ainda melhor”.
O responsável pelo projeto “Land of Ideas” avisa também que, apesar de a Copa do Mundo ser um dos maiores eventos do mundo, o orçamento para o projeto de marketing não era tão grande. “Não é possível investir em muitas propagandas, então o melhor a fazer é desenvolver estratégias que tenham entrada gratuita na mídia”, disse De Vries.
Uma das maneiras de fazer isso, de acordo com ele, é investindo na história do país. “Todos devem trabalhar juntos: iniciativa privada, pública e também a população. O importante é sempre tentar passar uma imagem diferente. Uma das maneiras que conseguimos ter entrada na mídia foi disponibilizando um banco de dados com textos e fotos sobre os vários países que participariam da Copa.”
A Barra da Tijuca pode ser uma das melhores oportunidades de investimentos no mercado hoteleiro da capital fluminense. É o que acredita Denise Vogel, especialista em Gerência Área Ambiental da Ambiental Engenharia e Consultoria. A sessão faz parte do segundo dia de palestras do Conotel 2009 e também contou com palestras de Constança Madureira Homem de Carvalho (consultora) e do secretário de turismo de Bonito, Augusto Barbosa Mariano.
Denise acredita que o bairro tem localização estratégica, com boa qualidade de vida e muitas atrações na região metropolitana, num raio de até 25 km. A vinda de eventos para o Brasil como a Copa do Mundo, em 2014, e possivelmente os Jogos Olímpicos em 2016 é um dos motivos pela expansão da rede hoteleira no Rio.
Mas para que isso ocorra, lembra Denise, é preciso que exista uma frequência estável de eventos. “O que preocupa os empresários é quando acabar a Copa e a Olimpíada. São grandes investimentos hoteleiros. E depois, o que fazer com essa estrutura se não há procura?”
A especialista ainda cogitou a hipótese de se criar eco-resorts urbanos na região, mas reiterou que, antes de tudo, é necessário vencer alguns desafios – entre eles, problemas no fluxo do trânsito, falta de saneamento básico e combater o grande número de ocupações irregulares.
Bonito, no Mato Grosso do Sul, é um caso de sucesso no turismo. Mas nem sempre foi assim. O secretário de turismo da cidade, Augusto Barbosa Mariano, afirmou na palestra “Sustentabilidade: Melhores práticas ambientais” que “no passado Bonito tinha tudo para não dar certo” na área de turismo.
A sessão faz parte do segundo dia de palestras do Conotel 2009 e também contou com palestras de Constança Madureira Homem de Carvalho (consultora) e Denise Vogel (Gerência Área Ambiental da Ambiental Engenharia e Consultoria).
Para que Bonito se transformasse em uma atração turística, a principal transformação da matriz econômica – primeiro de agropecuária para a agricultura e posteriormente para o turismo, voltando principalmente para o ecoturismo e de aventura. “É preciso, sobretudo, respeitar a harmonia entre turismo e meio ambiente”, diz o secretário.
Bonito tem 17 mil habitantes numa área de 5 mil metros quadrados. É um pontinho no meio do mapa, mas recebe cerca de 150 mil turistas por ano que buscam seus 25 atrativos naturais. Esse número, segundo Mariano, ainda pode ser considerado pequeno, mas isso se deve ao trabalho de preservação ambiental no local.
Para visitar as áreas ecológicas, é necessário obter o Voucher Único, uma espécie de visto obtido em uma das 33 agências de turismo da cidade. O número de visitantes por dia é limitado, além de só serem permitidas visitas com guias especializados. São essas ações que fizeram com que a cidade fosse eleita como o melhor destino de ecoturismo e o melhor projeto sustentável.
Ainda na sessão, a consultora Constança Madureira Homem de Carvalho falou sobre a evolução da legislação brasileira, com inovações da atual Constituição da República Federativa do Brasil – nos direitos fundamentais, direito ao lazer, ambiental e a a regulamentação do turismo como atividade econômica.
Ela defende que existam cada vez mais políticas públicas em prol do meio-ambiente. “Aqueles que poluem e destroem não podem ter a mesma carga tributária que aqueles que se preocupam”, diz Constança. Sobre o mercado hoteleiro, ela elogia: “A esse mercado não cabe o estigma de empresário destruidor do meio ambiente. Muito pelo contrário, temos que trabalhar junto com o ambiente”.
Palestrantes / Debatedores: Augusto Barbosa Mariano (Secretário Municipal de Turismo de Bonito-MS), Constança Madureira Homem de Carvalho (consultora) e Denise Vogel (Gerência Área Ambiental da Ambiental Engenharia e Consultoria).