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AGO | 2009
Secretário de Turismo conta o segredo do sucesso de Bonito – MS
Postado por admin às 02:25 pm
Bonito, no Mato Grosso do Sul, é um caso de sucesso no turismo. Mas nem sempre foi assim. O secretário de turismo da cidade, Augusto Barbosa Mariano, afirmou na palestra “Sustentabilidade: Melhores práticas ambientais” que “no passado Bonito tinha tudo para não dar certo” na área de turismo.
A sessão faz parte do segundo dia de palestras do Conotel 2009 e também contou com palestras de Constança Madureira Homem de Carvalho (consultora) e Denise Vogel (Gerência Área Ambiental da Ambiental Engenharia e Consultoria).
Para que Bonito se transformasse em uma atração turística, a principal transformação da matriz econômica – primeiro de agropecuária para a agricultura e posteriormente para o turismo, voltando principalmente para o ecoturismo e de aventura. “É preciso, sobretudo, respeitar a harmonia entre turismo e meio ambiente”, diz o secretário.
Bonito tem 17 mil habitantes numa área de 5 mil metros quadrados. É um pontinho no meio do mapa, mas recebe cerca de 150 mil turistas por ano que buscam seus 25 atrativos naturais. Esse número, segundo Mariano, ainda pode ser considerado pequeno, mas isso se deve ao trabalho de preservação ambiental no local.
Para visitar as áreas ecológicas, é necessário obter o Voucher Único, uma espécie de visto obtido em uma das 33 agências de turismo da cidade. O número de visitantes por dia é limitado, além de só serem permitidas visitas com guias especializados. São essas ações que fizeram com que a cidade fosse eleita como o melhor destino de ecoturismo e o melhor projeto sustentável.
Ainda na sessão, a consultora Constança Madureira Homem de Carvalho falou sobre a evolução da legislação brasileira, com inovações da atual Constituição da República Federativa do Brasil – nos direitos fundamentais, direito ao lazer, ambiental e a a regulamentação do turismo como atividade econômica.
Ela defende que existam cada vez mais políticas públicas em prol do meio-ambiente. “Aqueles que poluem e destroem não podem ter a mesma carga tributária que aqueles que se preocupam”, diz Constança. Sobre o mercado hoteleiro, ela elogia: “A esse mercado não cabe o estigma de empresário destruidor do meio ambiente. Muito pelo contrário, temos que trabalhar junto com o ambiente”.