Imagine usar o seu celular para abrir a porta do quarto do hotel em que você está hospedado?
Para garantir mais conforto ao hóspede, dois hotéis nos EUA, da rede Holiday Inn, testaram entre junho e julho deste ano um aplicativo de smartphone com a função “chave”.
A ideia é otimizar o tempo de espera pelo check in na recepção, permitindo com que o hóspede vá direto ao quarto. O funcionamento é simples: basta baixar um aplicativo em seu aparelho e apontar o celular em direção ao sensor da porta. Simples e funcional.
O sistema testado é compatível com a maioria dos smartphones, como iPhone, BlackBerry e Android. Além da praticidade, a tecnologia vai permitir com que os hotéis economizem na produção de cartões.
Você acredita que isso trará benefícios para os hóspedes e para o hotel?
Deixe sua opinião.
Dival Schmidt Filho, do Sebrae falou sobre o desenvolvimento de novos projetos para 2014.
A ideia do Sebrae é aumentar a competitividade do pequeno empresário, identificando as oportunidades que antecedem o evento e as possibilidades futuras. Foi ressaltado, ainda, que focar em sustentabilidade vai determinar quais empreendimentos continuarão ganhando destaque após o evento.
Além disso, Dival frisou a necessidade dos programas de qualificação profissional para os meios de hospedagem.
Confira na íntegra o que foi falado por ele durante o Conotel 2010:
Para os profissionais que estiveram presente na 52ª edição do Conotel, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 são excelentes oportunidades de negócio. Há bons projetos de qualificação profissional no setor hoteleiro, como o Bem Receber Copa, além de iniciativas do BNDES para o micro e pequeno empresários – ProCopa Turismo, cartão de financiamento, etc.
Entretanto, de que adianta investir na infraestrutura do setor, em qualificação profissional e abrir linhas de créditos, se o Brasil enfrenta problemas estruturais nos maiores aeroportos nacionais?
Sabemos que a maioria dos aeroportos das 12 cidades-sede operam com sua capacidade máxima e alguns até beiram o caos. A grande preocupação aqui é com o tamanho da demanda que estes eventos vão trazer ao país. Segundo dados do Ipea, em São Paulo, por exemplo, o movimento nos aeroportos será ampliado em 600 mil visitantes, o que implicaria em um grande transtorno.
Para solucionar os possíveis problemas, a Infraero já começou a trabalhar. Entre os planos de melhoria estão novas contratações e a criação de novos terminais.
Este tema foi desenvolvido por Luciano Paixão, da Infraero, durante o Conotel 2010. Veja trechos de sua palestra:
Com o intuito de atrair novos investidores e melhorar a imagem do nosso país diante do mundo, o Ministério do Turismo/Embratur criou a campanha “O Brasil te chama, celebre a vida aqui”.
O objetivo é ampliar e atualizar as informações que o mundo tem sobre o Brasil, principalmente para a imprensa internacional. Com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil pode e vai mudar o patamar de competitividade do pequeno negócio no país.
Além disso, devemos lembrar que o Brasil não precisa apenas se preparar para estes grandes eventos, mas também para a grande visibilidade que terá daqui para frente.
Vamos assistir ao vídeo.
Este tema também foi abordado durante o 52º Conotel. Se quiser saber mais clique
Com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil, surge uma dúvida: há profissionais suficientes para suprir o aumento da demanda no setor hoteleiro?
De acordo com estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH, a oferta de apartamentos de hotel deverá subir, até 2016, das atuais 28,2 mil unidades para 48 mil. Com isso, é necessário que o número de funcionários também aumente, mas existe o empecilho de encontrar profissionais capacitados a exercerem suas respectivas funções.
A necessidade de capacitar, reciclar e aperfeiçoar o setor hoteleiro no país para os grandes eventos que estão por vir é evidente. Por isso, a Associação Brasileira de Governança Hoteleira – ABG está buscando o apoio do Ministério do Turismo para viabilizar o projeto Eu Sou o Brasil, lançado pela entidade no fim do ano, cujo foco é o treinamento, a formação e a capacitação de governantas, supervisores e diversos outros profissionais que trabalham na área.
Sendo assim, espera-se que o Brasil seja capaz de abrigar todos os turistas que decidirem se instalar no país para acompanhar dois dos maiores eventos esportivos do planeta. Será que vamos conseguir?
Este tema esteve em pauta no Conotel 2010. Acesse nosso canal no Youtube e saiba mais sobre este assunto: http://youtube.com/conotel
Encerrando a 52ª edição do CONOTEL, foram discutidos os projetos mais importantes para o Brasil, tendo em vista o aprimoramento dos serviços para o setor business.
Luciano Paixão da Infraero falou do projeto previsto para os aeroportos brasileiros que vai além da revitalização da estrutura física. A partir de setembro será aberta a licitação para a construção de hotel nas regiões próximas aos aeroportos de Brasília e do Galeão. Afinal, o movimento de passageiros usuários do transporte aéreo tem aumentado significativamente. Em nove anos (2000 a 2009) o fluxo de pessoas aumentou 87%.
Com a conquista dos Jogos Olímpicos de 2016 foi criada a agência Rio Negócios, para promover e captar investimentos para o Rio de Janeiro. O representante Marcelo Haddad destacou o projeto Porto Maravilha, que visa a revitalização da Zona Portuária, atraindo e incentivando empreendimentos business para a cidade.
Frederico Costa, representante do Ministério do Turismo, destacou o interesse de empresas estrangeiras de investirem no Brasil. Algumas já contrataram consultorias especializadas para pesquisar tudo sobre o nosso país para assim confirmar que vale a pena o investimento no Brasil.
Além disso, internautas que acompanharam o Congresso via internet puderam encaminhar perguntas para serem respondidas pelos palestrantes. Uma das questões levantadas por um deles foi o custo das viagens turísticas, que muitas vezes apresentam custos elevados. Foi sugerido pelos palestrantes que se programar e planejar com antecedência é fundamental para negociar preços e conseguir boas condições para pagamento.
Ao final deste bate papo, deu-se encerrada o 52º CONOTEL. Depois dos três dias de evento, certamente, vimos que temos grandes oportunidades, empreendedores interessados, mão de obra disposta a se qualificar, vocação natural do país para o turismo e, sobretudo, vontade de tornar o Brasil cada vez mais atrativo para negócios e entretenimento.
A primeira parte da última tarde do CONOTEL, iniciou-se com a palestra “Lideranças do Setor Discutem Perspectivas” mediado por Alceu Vezozzo Filho (Bourbon). A mesa que contou com executivos da Resorts Brasil, Rede Accor, Orient Express, Four Seasons e JLLS Hotels, discutiu o perfil atual da rede hoteleira e, sobretudo, o segmento de resorts e as perspectivas deste nicho no Brasil.
Os palestrantes apontaram para o desafio do turismo que o Brasil vem enfrentando que é a opção dos brasileiros pelos roteiros internacionais em detrimento da política cambial, que torna dispendiosos os roteiros brasileiros para estrangeiros. Sendo assim, o setor turístico tem suas atividades no Brasil engessadas.
Informação que complementa as primeiras palestras do dia, destacaram a política cambial como um fator de desafio que, segundo Alceu Vezozzo, pode ser superado pela estimulação do público interno brasileiro através de políticas de marketing e valorização dos serviços turísticos.
A palestra “Desafios para a Construção de Hotéis” discutiu os investimentos, os desafios e as perspectivas para a construção de hotéis no Brasil, sobretudo, quando se tem 2 eventos de grande porte previstos para acontecer no país, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Os palestrantes Ricardo Dunin (Flager Group), Hugo Marques da Rosa (Método Engenharia), Luiz Laurent Bloch (Secretário Municipal de Urbanização da cidade de São Paulo), Marcos Dubeux (Moura Dubeux) e Maurício Bernadino (ABIH – SP) apontaram os principais desafios hoje na construção de hotéis. Os mais discutidos por eles foram: custo dos terrenos e a política imobiliária, falta de planejamento estruturado para o setor, falta de investimentos de empresas públicas e privadas e a política cambial.
Finalizando a primeira parte das atividades, aconteceu a palestra “Estratégias de Funding para Hotéis” composta pela mesa formada por Alexandre Chade (Ascet Investimentos), Luciane Fernandes (BNDES), Pieter Vader (BHG) e Romeu Pasquantonio (Brazilian Finance & Real Estate).
Hoje, a principal instituição de financiamento para construção de hotéis no Brasil é o BNDES. Luciane Fernades fez uma breve apresentação do BNDES e suas ações em favor do micro, pequeno e médio empresário do setor hoteleiro no país. Em 2009 foram investidos por esta instituição pública uma média de R$ 10 milhões no Turismo. Contudo, em 2010 criou-se o ProCopa Turismo um programa do BNDES que está investindo no financiamento para construção, reforma, ampliação e modernização de hotéis no Brasil.
Outra iniciativa desta instituição é o Cartão BNDES que financia a qualificação de prestadores de serviço no setor de hotelaria e turismo.
Os demais palestrantes destacaram a importância dos financiamentos do BNDES e comentaram sobre a falta de maiores investimentos por parte de empresas privadas e públicas para a construção de hotéis, já que este é um investimento à longo prazo.
Abrindo o último dia do CONOTEL, a primeira palestra “Hotelaria no Brasil e no mundo” contou com a participação dos diretores da HVS Londres e HVS Brasil, Russel Kett e Diogo Canteras, respectivamente. Os Diretores falaram sobre as tendências do setor hoteleiro nos dois referidos países e no mundo. Embora o Brasil apresente um grande potencial, segundo eles, encontra-se em uma posição ainda tímida em relação a países como França e Espanha no diz respeito ao número de entradas de turistas no país.
Foram apresentados dados importantes para investidores, donos de hotéis, gerentes e banqueiros. Os dados sobre o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) parecem bastante agradáveis para o turismo no Brasil. Com o crescimento do PIB há uma mudança real no gráfico da participação brasileira perante outros países em relação ao turismo.
Em seguida, Diogo Canteras, da HVS Brasil, deu continuidade à apresentação sobre os investimentos hoteleiros exclusivamente no Brasil. Segundo ele, a HVS Brasil e a FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) produziram um estudo com as previsões turísticas para o Brasil até 2015.
A origem desse estudo deu-se quando ficou evidente uma super-oferta hoteleira. O objetivo é monitorar a evolução da taxa de ocupação nas cidades-sede, de forma anual com atualizações semestrais. Sempre em parceria com o Ministério do Turismo e apoio do SENAC e FOHB.
O estudo prevê para a cidade do Rio de Janeiro um crescimento da média de ocupação anual de até 85% e um aumento de 13% no número de quartos disponíveis para turismo o que, para Canteras, demonstra uma boa oportunidade para melhorar nossos serviços. A intenção é promover este estudo anualmente e revisá-lo a cada 6 meses.
Após apresentada toda a metodologia do estudo, foram exibidos os resultados em números animadores para o público que assistiu atentamente suas explanações.
Diogo Canteras falou sobre perspectivas do mercado hoteleiro. Assista um trecho:
Nesta plenária foi apresentado pelo o Consultor Marcelo Safadi o Programa de Qualificação para o PMH (pequeno meio de hospedagem). O seu objetivo é a capacitação dos micros e pequenos empresários, associados ou não a ABIH, por meio da otimização e disseminação de ferramentas e soluções de gestão empresarial (modernização empresarial, meios de hospedagem na gestão dos destinos, inovação empresarial, etc).
Desta forma, pretende-se aumentar a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos de até 50 apartamentos (micro empreendimento), no período de 2009 até 2012, fortalecendo as entidades proponentes – a ABIH e o IBH (Instituto Brasileiro de Hospedagem) e seu beneficiados.
O conteúdo do projeto aborda a gestão competitiva e sustentável, central de negócios, empreendedor individual, plano de marketing, inteligência competitiva (aprender a olhar os resultados), ranking de competitividade e sustentabilidade (a idéia é criar um para cada cidade brasileira para gerar um indicador e depois avaliar o seu negócio dentro do Brasil) e bolsa de oportunidades de compras federais.
Algumas informações numéricas do projeto é que haverá (estimativa) 12 seminários, 32 oficinas de capacitação (presenciais e a distancia – no portal da ABIH haverá uma biblioteca virtual), 1280 pessoas nos cursos, 20 entidades locais qualificadas e 1200 hotéis avaliados.
Se quiser saber mais sobre o projeto, acesse: o blog da ABIH